Boaventura de Sousa Santos é uma das figuras mais influentes no campo da sociologia e estudos globais, conhecido por seu vasto trabalho acadêmico e sua luta pela justiça cognitiva e social. Além de sua renomada carreira como professor catedrático e diretor emérito do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, sua vida pessoal também desperta interesse. Neste artigo, exploramos detalhes sobre sua biografia, incluindo informações sobre sua idade, altura, peso, presença nas redes sociais, esposa e filhos, oferecendo um retrato completo de uma das vozes mais marcantes do pensamento crítico contemporâneo.
Quantos anos tem Boaventura de Sousa Santos?
Boaventura de Sousa Santos nasceu no dia 15 de novembro de 1940, em Coimbra, Portugal. Atualmente, ele tem 83 anos.
Altura e Peso
Não há informações publicamente verificadas sobre a altura e peso de Boaventura de Sousa Santos.
Boaventura de Sousa Santos não é ativo em redes sociais como Instagram. Ele mantém uma presença pública através de conferências e publicações acadêmicas.
Esposa
A esposa de Boaventura de Sousa Santos é Maria Irene Ramalho, uma renomada professora e investigadora portuguesa. Ela é professora jubilada de Inglês, Estudos Americanos e Estudos Feministas da Universidade de Coimbra e já recebeu prêmios como a Medalha de Mérito Científico em 2018 e o Prêmio Mary C. Turpie em 2008.
Filhos
Boaventura de Sousa Santos tem um filho, João Ramalho Santos, que também é um investigador renomado. Ambos foram nomeados para o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) em 2021, o que gerou controvérsia devido a possíveis conflitos de interesse, uma situação que ambos negaram, afirmando sua independência profissional.
Dados Biográficos e Profissionais
Categoria | Detalhes |
---|---|
Nome Completo | Boaventura de Sousa Santos |
Data de Nascimento | 15 de novembro de 1940 |
Idade | 83 anos |
Naturalidade | Coimbra, Portugal |
Ocupação | Sociólogo, Professor Universitário, Escritor |
Faculdade | Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra |
Títulos | Professor Catedrático, Diretor Emérito do Centro de Estudos Sociais (CES) |
Principais Obras | “O Fim do Império Cognitivo”, “Pela Mão de Alice”, “Epistemologias do Sul” |
Reconhecimentos | Diversos prémios e honrarias internacionais |
Área de Pesquisa | Sociologia, Globalização, Direitos Humanos, Epistemologias do Sul |
Biografia de Boaventura de Sousa Santos
Boaventura de Sousa Santos é uma das figuras mais influentes no cenário intelectual português e global. Ele nasceu em Coimbra, Portugal, em 1940, e ao longo da sua carreira, desenvolveu uma vasta produção académica que o tornou reconhecido mundialmente. Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra em 1963, e a sua trajetória académica o levou a lugares como Berlim e Yale, onde se doutorou em Sociologia do Direito.
A sua tese de doutorado, focada em observação participante numa favela do Rio de Janeiro, marcou um divisor de águas na sociologia do direito. Em Portugal, Boaventura foi um dos fundadores da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e desempenhou um papel fundamental na criação do curso de Sociologia. Ele também dirigiu o Centro de Estudos Sociais (CES) e o Observatório Permanente da Justiça Portuguesa.
Ao longo das décadas, Boaventura viajou extensivamente para conduzir pesquisas e palestrar em países como Brasil, Moçambique, Cabo Verde, África do Sul, Índia, e outros. O seu trabalho não se limita à Europa e América Latina, ele também desempenhou um papel importante no desenvolvimento de teorias sobre a globalização contra-hegemónica e a justiça cognitiva.
Prémios e Reconhecimentos
Obra/Prémio | Ano | Editora | Idioma |
---|---|---|---|
Reconhecer para libertar: os caminhos do cosmopolitanismo multicultural | 2003 | Civilização Brasileira | Português |
Esquerdas do mundo, uni-vos! | 2019 | Almedina/Boitempo | Português |
O fim do império cognitivo | 2019 | Autêntica | Português |
Na oficina do sociólogo artesão | 2018 | Editora Cortez | Português |
Construindo as Epistemologias do Sul. Vol I e II | 2018 | CLACSO | Português |
Pneumatóforo. Escritos Políticos, 1981-2018 | 2018 | Almedina | Português |
As bifurcações da ordem | 2017 | Almedina/Cortez | Português |
A difícil democracia: Reinventar as esquerdas | 2016 | Boitempo | Português |
O direito dos oprimidos | 2014 | Almedina/Editora Cortez | Português |
Se Deus fosse um ativista dos direitos humanos | 2013 | Almedina/Editora Cortez | Português |
Pela mão de Alice | 2013 | Almedina/Editora Cortez | Português |
A Cor do Tempo Quando Foge | 2011 | Almedina/Editora Cortez | Português |
Para uma revolução democrática da justiça | 2007 | Editora Cortez | Português |
Fórum Social Mundial: Manual de Uso | 2005 | Cortez Editora | Português |
Introdução a uma Ciência Pós-Moderna | 1989 | Afrontamento | Português |
The End of the Cognitive Empire | 2018 | Duke University Press | Inglês |
Toward a New Legal Common Sense | 2002 | Butterworths | Inglês |
El fin del imperio cognitivo | 2019 | Editorial Trotta | Espanhol |
Izquierdas del mundo, ¡uníos! | 2018 | Siglo del Hombre Editores/Siglo Veintiuno Editores | Espanhol |
Épistémologies du Sud | 2016 | Desclée de Brouwer | Francês |
Sinistre di tutto il mondo unitevi! | 2019 | Castelvecchi | Italiano |
Prémio Pen Club Português (Ensaio) | 1994 | ||
Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada | 1996 | ||
Prémio Gulbenkian de Ciência | 1996 | ||
Prémio Jabuti (Brasil) – Área de Ciências Humanas | 2001 | ||
Doutor Honoris Causa pela Universidade de Brasília | 2012 | ||
Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Sergipe | 2014 |
Ao longo da sua vida, Boaventura de Sousa Santos recebeu diversos prémios e honrarias pelo seu trabalho académico e intelectual. Entre eles, destacam-se:
- Prémio Gulbenkian de Ciência (1996)
- Grande-Oficial da Ordem de Rio Branco (Brasil, 1996)
- Prémio Jabuti (Brasil, 2001)
- Doutor Honoris Causa por várias universidades internacionais
Esses prémios refletem a relevância e impacto do seu trabalho em áreas como sociologia, direitos humanos e epistemologias do sul.
Obras Publicadas
Boaventura é autor de mais de 40 livros, muitos dos quais foram traduzidos para vários idiomas, como inglês, espanhol, francês e italiano. Algumas das suas obras mais importantes incluem:
- “O Fim do Império Cognitivo” – um estudo profundo sobre as epistemologias do sul e a necessidade de uma reforma no pensamento ocidental.
- “Pela Mão de Alice” – uma análise sobre o social e o político na pós-modernidade.
- “Epistemologias do Sul” – uma reflexão sobre a justiça contra o epistemicídio e a valorização de saberes locais.
Esses trabalhos são amplamente reconhecidos e utilizados em estudos académicos ao redor do mundo, principalmente nos campos da sociologia, direitos humanos e estudos sobre globalização.
Controvérsias e Acusações
Em 2023, Boaventura de Sousa Santos foi envolvido numa controvérsia relacionada a alegações de assédio moral e sexual por parte de antigas investigadoras do Centro de Estudos Sociais. As acusações ganharam destaque na mídia e geraram um intenso debate dentro e fora da academia. Em resposta, Boaventura negou as acusações e se colocou à disposição para investigações, além de se auto-suspender de suas funções no CES para colaborar com o processo investigativo.
Apesar das acusações, Boaventura mantém o apoio de várias figuras académicas e políticas de renome internacional, que acreditam que ele está sendo alvo de uma campanha difamatória.
Ação Judicial de Boaventura de Sousa Santos para Proteção da Sua Honra
Em meio às controvérsias e acusações de assédio, Boaventura de Sousa Santos tomou medidas legais para proteger seu nome e reputação. Em março de 2024, o investigador intentou uma ação cível no Tribunal de Coimbra, com o objetivo de assegurar a proteção da sua honra e do seu bom nome, após as acusações feitas por um coletivo de mulheres.
No comunicado divulgado à imprensa, Boaventura esclareceu que a ação foi movida com a ajuda dos advogados João Correia e Afonso Pedrosa, e tem como base as denúncias feitas pelas signatárias da sexta carta de um autointitulado coletivo de vítimas, enviada em março passado. A ação busca que o sistema judicial apure e proteja a integridade de Boaventura contra o que seus advogados chamam de uma campanha difamatória.
O caso começou a ganhar maior notoriedade quando três investigadoras que passaram pelo Centro de Estudos Sociais (CES) relataram situações de assédio num capítulo do livro “Má conduta sexual na Academia – Para uma Ética de Cuidado na Universidade”, levando à suspensão de Boaventura e de Bruno Sena Martins de suas funções no CES em abril de 2023. Posteriormente, o CES criou uma comissão independente para averiguar as denúncias, que divulgou um relatório em março de 2024. O relatório confirmou padrões de abuso de poder e assédio, mas sem mencionar nomes específicos.
De acordo com o relatório, houve um total de 78 denúncias contra 14 pessoas, feitas por 32 denunciantes. Logo após a divulgação do relatório, um grupo de 13 mulheres pediu às autoridades judiciárias que investigassem com urgência as alegações contidas no documento.
Na ação judicial movida na semana passada, os advogados de Boaventura alegam que os documentos e e-mails trocados entre ele e as rés demonstram que, em momento algum, o sociólogo as assediou ou limitou profissionalmente. Pelo contrário, as réu sempre tiveram o apoio e compreensão de Boaventura, conforme argumentam os advogados, que acreditam que a documentação existente contradiz as acusações feitas na sexta carta.
A defesa também destacou que a campanha difamatória ganhou força após a publicação do capítulo no livro pela editora Routledge em 2023, que continha o que chamam de acusações infundadas contra Boaventura, seus colegas e o CES. Desde o início, Boaventura se mostrou disposto a colaborar com as investigações, fornecendo todas as informações necessárias à Comissão Independente, que não fez qualquer acusação direta contra ele.
Os advogados ainda afirmam que, apesar da sua total cooperação, Boaventura não teve acesso a detalhes sobre os fatos e acusações que lhe foram imputados durante o processo. Isso levou o sociólogo a acionar judicialmente o CES, exigindo acesso à documentação necessária para sua defesa. Além disso, ele solicitou ao Ministério Público a sua constituição como arguido, para que pudesse provar sua inocência perante uma instância judicial.
Boaventura também alega que o CES tem o afastado deliberadamente da instituição que ele próprio fundou, o que o impediu de se defender adequadamente. Como resultado, ele viu-se obrigado a tomar a medida judicial contra as 13 mulheres que assinaram a sexta carta. A primeira ação foi movida contra as signatárias residentes em Portugal, e outras ações judiciais contra as denunciantes que vivem fora do país estão em fase de preparação.
Este capítulo recente nas controvérsias que cercam Boaventura de Sousa Santos é mais um exemplo das complicações legais e sociais enfrentadas por figuras públicas em casos de acusações de má conduta. Enquanto a investigação segue seu curso, Boaventura se posiciona na busca de provar sua inocência e restaurar sua reputação profissional e pessoal.
Redes Sociais e Presença Pública
Apesar de Boaventura de Sousa Santos não ser ativo em redes sociais como Instagram ou Facebook, sua presença pública se dá principalmente através de suas palestras, conferências e publicações acadêmicas. Ele continua a influenciar o debate sobre globalização, direitos humanos e a luta pela justiça social em diversas plataformas.
Família e Vida Pessoal
Boaventura de Sousa Santos mantém sua vida pessoal longe dos holofotes. Informações sobre sua esposa e filhos são raras, e ele prefere focar sua imagem pública em seu trabalho intelectual e ativismo social.
No entanto, em entrevistas, Boaventura mencionou que sua trajetória de vida foi marcada por experiências enriquecedoras em diversos países e culturas, o que influenciou profundamente sua visão de mundo e suas teorias sobre a globalização e a justiça social.
Maria Irene Ramalho – Esposa de Boaventura de Sousa Santos
Maria Irene Ramalho, também conhecida como Maria Irene Ramalho de Sousa Santos, é uma professora e investigadora de destaque em Portugal, conhecida por sua trajetória acadêmica e seus estudos nas áreas de Inglês, Estudos Americanos e Estudos Feministas. Ela é casada com o sociólogo Boaventura de Sousa Santos e tem uma carreira acadêmica notável, com várias publicações e prémios ao longo de sua vida.
Formada em Filologia Germânica pela Universidade de Coimbra em 1964, Maria Irene Ramalho obteve seu doutorado em Estudos Americanos pela Universidade de Yale, em 1973, tornando-se a primeira doutorada nesta área em uma universidade portuguesa. Ao longo de sua carreira, foi bolseira do Programa Fulbright e contribuiu significativamente para o desenvolvimento dos Estudos Americanos e Estudos Feministas em Portugal.
Atualmente, Maria Irene Ramalho é professora jubilada da Universidade de Coimbra e investigadora principal no Centro de Estudos Sociais (CES) da mesma universidade. Ela também é Professora Auxiliar Internacional no Departamento de Literatura Comparativa da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos.
Principais Reconhecimentos:
- Prémio Mary C. Turpie (2008): Maria Irene Ramalho foi a primeira estrangeira a receber este importante prémio da American Studies Association (ASA), pelo seu mérito científico no ensino e pesquisa de estudos americanos.
- Medalha de Mérito Científico (2018): A condecoração foi entregue pelo primeiro-ministro António Costa, em reconhecimento pelo seu trabalho relevante em diversas áreas acadêmicas.
- Prémio Vergílio Ferreira (2024): Em 2024, Maria Irene foi distinguida pela Universidade de Évora com este prestigiado prémio, que homenageia contribuições significativas à literatura e ao pensamento humanístico.
Livros Publicados:
- 1992 – A Hora do Poeta: O Hyperion de Keats na Mensagem de Pessoa, Coimbra: UC Biblioteca Geral
- 2002 – Entre ser e estar. Raízes, Percursos e Discursos da Identidade (coautoria com António Sousa Ribeiro), Porto: Edições Afrontamento
- 2003 – Atlantic Poets: Fernando Pessoa’s Turn in Anglo-American Modernism, University Press of New England
- 2008 – Poetas do Atlântico. Fernando Pessoa e o modernismo norte-americano, Porto: Edições Afrontamento; Belo Horizonte: Editora UfMg
Capítulos em Livros:
- 2020 – What’s in a Name? Utopia – Sociology – Poetry, in Boaventura de Sousa Santos and Maria Paula Meneses (org.), Epistemologies of the South. Knowledge Born in the Struggle. New York, NY: Routledge, 126-145
- 1999 – American Studies as Traveling Culture: An Extravagant Nonnative’s Wanderings in Global Scholarship, Ed. Rob Kroes. Predecessors: Intellectual Lineages in American Studies. Amsterdam: Free University Press, 340-58.
Artigos em Revistas Científicas:
- 1999 – A ciência e as humanidades; as ciências e a humanidade; a teoria crítica e a poesia. Revista Crítica de Ciências Sociais 54, 129-136.
- 2017 – The Private Is Public or Furbies Are Us. e-cadernos CES [Online], 27 | 2017.
Maria Irene Ramalho, além de sua vida acadêmica notável, é também uma figura essencial na vida de Boaventura de Sousa Santos, compartilhando com ele sua jornada acadêmica e contribuindo para o desenvolvimento de estudos críticos e feministas em Portugal e no mundo.
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