Carlos Merino é presidente e fundador do BTTMOZ – Sobe e Desce Team, um clube estremocense que se dedica à modalidade de BTT e que existe desde 2007. Na sua origem estiveram sete amigos que se juntavam para andar de bicicleta ao domingo. Carlos alia a presidência do clube à prática desportiva regular, onde obtém bons resultados. Fomos saber mais sobre a modalidade, o clube e a competição.

‘E’ – Quando começou a praticar BTT?

Carlos Merino (CM) – O BTT propriamente dito foi quando me aventurei sem qualquer preparação física, sem experiência e com um equipamento de fraca qualidade na maratona de Estremoz, em 2007. Concluí completamente exausto, mas com uma boa classificação, para a minha primeira vez, o que me encheu de motivação.

‘E’ – O que lhe atrai a modalidade?

CM – Muita coisa. É uma modalidade magnífica e tenho muita pena que nem todas as pessoas consigam ter a mesma opinião. O BTT é mais que um desporto, é uma paixão. Além da competição, técnica, perícia, inteligência, espírito de sacrifício é o contacto direto com a natureza, fauna e flora que no final resulta no bem-estar psíquico e físico de cada betetista.

‘E’ – Quantos associados tem a Associação BTTMOZ-SDT?

CM – A “família” Sobe e Desce Team, atualmente tem cerca de quarenta e cinco sócios praticantes da modalidade e dez não praticantes.

‘E’ – Costuma entrar em provas?

CM – Sou maluco por competição individual e superar-me a mim mesmo. A minha prioridade desportiva inclui todas as provas que tenham a bicicleta de BTT. Este ano “batizei-me” no atletismo, no trail e no duatlo. São modalidades que espero repetir, pois pelos resultados obtidos, testei que tenho muitas capacidades de triunfar em qualquer um deste tipo de provas.

‘E’ – Qual a melhor classificação que obtiveste até agora e em que provas?

CM – Acho que a melhor classificação que tenho até hoje e que me posso orgulhar é de ser reconhecido, apoiado e acarinhado por um grande grupo de amigos e conhecidos, que tenho angariado ao longo dos anos no universo betetista. A nível competitivo ganhei catorze primeiros lugares, onze segundos lugares e sete terceiros lugares, entre outros troféus.

‘E’ – Tem tido apoios?

CM – Os apoios que possuo são a minha “carteira e o meu espirito de sacrifício.”

‘E’ – Qual é o maior sonho a que aspira na modalidade?

CM – O maior sonho, era ver o BTT/ciclismo, reconhecido e apoiado por empresas, patrocínios e meios de comunicação social, como acontece no futebol. Por outro lado, que os automobilistas respeitassem mais os ciclistas e se lembrassem que em cima de uma bicicleta vai um ser humano.