Está encontrado o homem que vai suceder a Fernando Gonçalves ao leme da equipa sénior de hóquei em patins do CF Estremoz (CFE). Trata-se de Carlos Silva, de 57 anos, mecânico de profissão e ligado ao clube há mais de 20, nos quais treinou todos os escalões das camadas jovens. Orientou também o Diana de Évora e formações juvenis no Sesimbra. Francisco Chouriço, responsável máximo pelo hóquei dos encarnados, aposta na prata da casa para a próxima época. O até então capitão de equipa, António Batista, será o técnico-adjunto.

“Fiquei admirado pelo convite. Não estava nos meus planos treinar seniores mas acabei por aceitar devido às condições propostas, principalmente pelo facto de já ter treinado a maioria dos jogadores que vão constituir o plantel, na sua maioria jovens”, começou por dizer Carlos Silva numa entrevista concedida ao ´E´ em pleno Pavilhão Municipal de Estremoz. Na primeira conversa que teve com Francisco Chouriço, o novo timoneiro dos encarnados diz que não lhe foi imposto qualquer objetivo classificativo, embora acredite que seja possível fazer melhor que esta temporada, na qual o CFE foi sétimo classificado no Campeonato Nacional da 3ª Divisão – Zona Centro.

“O meu objetivo pessoal é fazer melhor que na época passada. Ficaria satisfeito com o 5º ou 6º lugar”, refere. Carlos Silva defende por isso uma “equipa unida, disciplinada e comprometida”. “Queremos começar a época com 16 e terminar com os mesmos. Não queremos jogadores que hoje digam que sim e amanhã já não estão, tal como tem acontecido noutros anos. Também não posso admitir que estejam elementos sem treinar, uma e duas semanas, e joguem depois no fim-de-semana. Sou exigente nesse sentido”, acrescenta.

Quanto às questões técnicas considera que ganhar é fundamental, mas não só. “Queremos que a equipa apresente alguma qualidade de jogo, apesar de ganhar ser sempre importante. Quero adotar mais que uma ideia de jogo e os jogadores têm de ter abertura para isso”, afirma.

Relativamente à escolha de António Batista para seu adjunto, o treinador natural de Estremoz deixa fortes elogios a Tonico, nome pelo qual é conhecido na cidade: “É um elemento muito acarinhado pelo hóquei estremocense, um individuo excecional. É o grande elo de ligação entre as várias equipas da modalidade”.

A terminar, Carlos Silva pede mais apoio dos adeptos e sócios do clube, embora tenha “consciência que para trazermos as pessoas temos de mostrar um espetáculo de bom nível, com jogadas bonitas, esforço e dedicação”. “Se acontecerem episódios de discussões de jogadores meus com árbitros ou adversários, sou o primeiro a virar as costas”, conclui.

AC