Estalou uma crise sem precedentes na Associação de Futebol de Évora (AFE), com a direção liderada por Amaro Camões a exigir a demissão do presidente. Na ata de reunião de direção a que tivemos acesso, realizada no dia 9 de setembro, os diretores António Peixe, António Pereira, Fernando Nunes, Carlos Cabo, António Nico e Humberto Empadinhas informaram que após a realização da assembleia-geral para aprovação das contas, “farão o pedido de renúncia ao mandato, dado que a AFE necessita de remodelações urgentes e é necessário alguém que as execute”. O Vice-presidente António Nunes foi mais longe e disse que “a AFE está igual a 1994 e que os diretores dos clubes acham que o senhor presidente se devia demitir”.

Em resposta à tomada de posição dos restantes elementos da Direção, Amaro Camões retorquiu que “nunca renunciará ao cargo e que cairá quando tiver que cair”. A nossa fonte garantiu que na reunião de direção, Fernando Nunes informou os restantes elementos do executivo que “irá fazer todos os possíveis e impossíveis para demitir  o presidente, por má gestão no que concerne à má condução dos serviços” e acusou-o de “estar agarrado ao poder”. Entretanto a guerra parece ter alastrado para os clubes do distrito e vinte e dois coletividades assinaram uma petição coletiva visando a “destituição do presidente por falta de zelo pela garantia de efetivação dos direitos e deveres dos associados discriminando alguns associados em detrimento de outros”. Num tom bastante contundente os clubes afirmam que o presidente da AFE “não tem dignidade nem condições para continuar a ocupar o lugar (…) pelo que solicitam a sua destituição”. Subscrevem a petição o Lusitano de Évora, Juventude de Évora, Cabrela, Giesteira, Redondense, Atlético de Reguengos, Oriola, GU Montemor, Viana do Alentejo, Canaviais, Corval, Valenças, Lavre, Perolivense, Escouralense, AA Universidade de Évora, Almansor, Barbus e Fazendas do Cortiço.

É neste cenário que será realizada a assembleia geral extraordinária, marcada para o dia 10 de outubro, às 20 horas cujo único ponto da ordem de trabalhos é a análise, discussão e deliberação da proposta de destituição do Presidente da Direção da AFE. Até ao momento não foi possível ouvir a reação de Amaro Camões sobre a situação que vive na cúpula do futebol distrital.