O deputado André Silva, único representante do Partido Animais e Natureza (PAN), na Assembleia da República, tornou público a sua opinião sobre a situação da águia Vitória, mascote do Benfica, que costuma sobrevoar o Estádio da Luz, em Lisboa e acrescentou argumentos ao coro de vozes que questiona a utilização de fundos comunitários na reconstrução da Praça de Touros de Estremoz. Sobre a utilização da águia Vitória, André Silva disse que o seu o partido é contra a sua utilização para entretenimento: “O PAN não se revê na domesticação de animais selvagens, pois são afastados do seu habitat, ficam impedidos de expressar o seu comportamento natural e de interagir com outros animais que integram o seu próprio ecossistema”, explica o deputado do partido.

Relativamente ao assunto com ligações a Estremoz, o deputado lembra que o PAN defende a abolição dos espetáculos com sofrimento ou morte de animais, nomeadamente, touradas, circos ou até caça desportiva. Recentemente o Parlamento Europeu aprovou o fim dos subsídios para as touradas, com propostas que pediam o fim das subvenções comunitárias a serem aprovadas por maioria, o que leva André Silva a afirmar que “ao nível dos municípios, os valores são incomensuráveis, mas não estão calculados nem sistematizados. Trata-se de subsídios atribuídos pelas Câmaras Municipais a grupos de forcados, grupos tauromáquicos, tertúlias tauromáquicas, escolas privadas de toureio, compra de bilhetes para corridas, aquisição de edições, recuperação de praças de touros, manutenção de praças de touros, pagamento de policiamento corridas, pagamento de divulgação e publicidade (cartazes, imprensa, eventos e outros)”.

Para André Silva, um exemplo da utilização de fundos para a manutenção de praças de touros é o de Estremoz. “A recuperação da Praça de Touros de Estremoz, por exemplo, teve um investimento de cerca de 2 milhões de euros e foi co-financiada em 85% por fundos comunitários através do programa in Alentejo. A utilização de fundos europeus para a reabilitação desta praça de touros é irregular pois contraria as normas europeias, nomeadamente nas suas disposições relativas ao bem-estar animal”, salienta o deputado em declarações ao i.