O antigo inspetor da Policia Judiciária comentou na quinta-feira à noite, na CMTV, o caso do homicídio da advogada em Estremoz.

“Conheço este homem há 15 anos. Estou perturbado com o acontecimento. Também conhecia a vítima mas não com a mesma relação. Conheço o Francisco, a esposa e as filhas, que vendiam no mercado de Estremoz, que é um mercado lindíssimo e de grande animação. Ainda este sábado lhe comprei espinafres”, disse.

Francisco Moita Flores, refira-se, tem uma casa de férias no concelho de Estremoz, perto da aldeia de Glória, daí a proximidade.

“Nunca me passou pela cabeça que este homem pudesse eventualmente ter um ambiente de violência doméstica. Eles de facto gritavam muito um com o outro mas sempre entendi aquilo como um jogo para atrair clientes. Não tinha ideia que isto ia chegar ao ponto dramático que chegou. Tenho estima e respeito por ele mas isso não me permite dizer que não se faça justiça. É intolerável”, realçou.

“A justiça é para os amigos e para os inimigos. É para todos. Não consigo entender que perca a cabeça a este ponto para um crime tão tremendo”, asseverou.

“Transmitir de forma muito sentida à família, à bastonária da ordem dos advogados, como a todos os advogados do país, a minha palavra de solidariedade. Esta mulher morreu no exercício da sua função, de advogada, de um dever importante na sociedade. A advogada é uma mediadora, é alguém que se interpõe para tentar uma solução ou para pôr os pressupostos de um litígio e defender uma das partes”, concluiu.

Natural de Moura, Francisco Moita Flores, de 61 anos, é escritor e investigador. Foi presidente da Câmara Municipal de Santarém.

AC

Foto (Impala)