O cabeça de lista pelo MPT – Partido da Terra às eleições europeias esteve esta manhã no mercado de Estremoz, em campanha eleitoral. António Marinho e Pinto, advogado de 63 anos e ex-bastonário da Ordem dos Advogados, concedeu uma entrevista ao ´E´, na qual comentou o recente assassinato da advogada Natália de Sousa, em Estremoz.
Homicídio da advogada. “Conhecia a dra Natália. Fiquei profundamente chocado. Os advogados só usam uma arma, é a palavra. A função deles é defender os direitos das pessoas. Quando vejo fazer isto a um advogado é sinal de que não vivemos numa sociedade civilizada. Quando se mata o representante de uma pessoa é sinal de que vivemos na barbárie. As pessoas não distinguem entre o seu inimigo e o representante do seu inimigo. São casos isolados mas que me causam uma dor profunda, não só como advogado mas também como cidadão. Os advogados em Portugal deviam ser olhados de outra maneira por parte do poder político mas alguns até parece que têm ódio aos advogados”.
Estremoz. “Já conhecia Estremoz de passagem, já tinha cá estado há alguns anos. Vim aqui trazer a minha mensagem eleitoral à população. Não temos muitos meios nem sequer o apoio da comunicação social que só olha para os grandes”.
Eleições Europeias. “Temos duas ideias base. As pessoas do interior são tão portuguesas como as do litoral ou dos centros urbanos. O governo não pode abandonar, desinvestir e encerrar serviços no interior (tribunais, finanças, escolas, hospitais, maternidades, centros de saúde). Tem que haver uma política de repovoamento de Portugal, se calhar voltar a estudar os períodos do D. Sancho a seguir à fundação. A União Europeia tem programas de apoios às regiões e é preciso alguém que esteja lá atento. O que os governos têm feito ao interior, mas sobretudo este, é quase criminoso, estão a querer transformar grande parte do território nacional numa imensa coutada de caça”.
AC







