O Ministério Público (MP) acusou Luís Mourinha de cinco crimes de peculato de uso, que correspondem a cinco jogos do Benfica no Estádio da Luz que o autarca de Estremoz assistiu, a convite da Caixa Geral de Depósitos, tendo usado como transporte um carro camarário. Os alegados acontecimento aconteceram em 2013 e 2014.

Na acusação do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Ministério Público de Évora, pode ler-se que o presidente da Câmara de Estremoz, “aproveitando-se das suas funções autárquicas durante aquele período de tempo, fez uso da viatura que lhe estava afecta enquanto presidente da Câmara e responsável do concelhio da Protecção Civil, para realizar várias viagens de lazer e cariz particular e em proveito próprio e em prejuízo do Município”.

Luís Mourinha, em declarações ao Jornal de Notícias diz sentir-se “indignado” e acusa o MP “perseguição que chega a ser bullying“.

O autarca admite ter ido ver os referidos jogos do Benfica ao Estádio da Luz “na qualidade de autarca, a convite da Caixa Geral de Depósitos”. Mourinha acrescentou que “Se os convites eram feitos ao presidente da Câmara, não faria sentido eu levar outro carro que não fosse o da Autarquia. Se fosse convidado de forma particular levaria outra viatura”, defende-se Luís Mourinha.

O autarca de Estremoz acusa ainda o MP de não fazer a investigação no momento certo e que a acusação do organismo de Évora só existe porque a pessoa que o convidava para ir ver os jogos do Benfica morreu no ano passado e não chegou a ser ouvida pelas autoridades.

A pena máxima prevista para o crime de peculato de uso é de 1 ano de prisão ou 120 dias de multa.