Há menos desempregados inscritos nos centros de emprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), mas o valor do subsídio também está a cair. Em maio, cada desempregado recebeu, em média, 448 euros por mês. São menos 18 euros do que em maio de 2014 e quase menos 50 euros do que o valor pago no início de 2012. É necessário recuar a julho de 2006 para encontrar um valor mais baixo. Só para esbater o efeito da inflação desde esse ano (15% em termos acumulados), o subsídio deveria ser hoje de 504 euros. Ou seja, em termos de poder de compra, é como se os atuais desempregados recebessem menos 56 euros por mês.

A razão para o subsídio mais baixo é a queda dos salários, o facto de o governo ter baixado o teto máximo do subsídio para 1048 euros e o corte de 10% aplicado ao fim de seis meses de prestação.

O subsídio chegou a 279 563 pessoas, longe do máximo de 419 360 beneficiários contabilizados em fevereiro de 2013. A diminuição deste número reflete a queda do desemprego. Mas os dados agora revelados pela Segurança Social mostram também que estas prestações sociais chegam a um universo cada vez mais pequeno de pessoas sem trabalho.