A moda começou no Porto mas em Lisboa também já se pode sair à noite para ir ouvir poesia. São cada vez mais os bares que oferecem esta nova forma de saborear a vida noturna da cidade. No interior do país a moda ainda não pegou mas 2016 pode ser um ano de viragem de mentalidades e de hábitos culturais.  Se para si o sinónimo de uma saída à noite cultural é ir ouvir fado numa tasca, está a perder um dos fenómenos emergentes mais instigantes da vida noturna das cidades: as noites de poesia. Pior: se pensa que a poesia é uma coisa chata dita por gente demasiado monótona ou demasiado exaltada, é porque ainda não descobriu como ela pode ser divertida, comovente, e que as suas melodias escondidas são o melhor acompanhamento que há para um copo de vinho tinto. Compete aos agentes culturais abrir portas, que é como dizer abrir mentalidades. Mas a última palavra pertence ao público. Se houver vontade, o  ‘E’ cá estará para ajudar a promover novidades em 2016.